Segundo o sistema de bandeiras tarifárias, a cor verde significa que não há cobrança adicional pelo custo de geração de energia.

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Com a bandeira verde, a conta de luz em abril ficará R$ 1,50 mais barata a cada 100 kWh em relação ao mês de março. Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Fotos Públicas

O aumento das chuvas nas regiões sul e sudeste, bem como a diminuição da demanda por energia foram os principais fatores para adoção da tarifa verde na conta de luz. Desde que o sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em janeiro de 2015, este é o primeiro mês no qual os usuários pagarão suas contas na bandeira verde.

Sistema de Bandeiras Tarifárias

Para gerar energia elétrica, o país conta com várias fontes de geração. As principais são a hidrelétrica, a termelétrica, a eólica e a nuclear. Cada uma dessas fontes possui um custo. A hidrelétrica, por exemplo, é a fonte de energia mais barata, ao passo que a termelétrica (gás e petróleo) tem alto custo e só é acionada em períodos de pico no consumo ou condições climáticas adversas. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema possui três bandeiras: verde, amarela e vermelha – em alusão às cores dos semáforos. Portanto, as bandeiras indicam se a energia gerada em determinado mês custa mais ou menos, conforme as fontes utilizadas na geração de eletricidade.

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo.

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,015 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,045 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

Para ilustrar o sistema de cobrança por bandeiras tarifárias, imagine uma residência que consuma 200 kWh por mês. Ao custo médio de R$ 0,45 kWh, a conta desta residência na bandeira verde seria de R$ 90, sem contar os tributos. Caso a bandeira vermelha estivesse vigente no patamar 2, a conta subiria para R$ 99.

Segundo informações da Aneel, a tarifa residencial de energia elétrica mais barata do Brasil é a da distribuidora Coopera, de Santa Catarina, que custa R$ 0,25 kWh. Já a conta de luz residencial mais cara do Brasil é paga pelos usuários da Cedri, de São Paulo, que desembolsam R$ 0,60 por kWh.

No Espírito Santo, as distribuidoras Santa Maria e Escelsa cobram dos consumidores residenciais R$ 0,52 e R$ 0,47 por kWh, respectivamente.

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