Tecido ficou conhecido  nas Olimpíadas do Rio sendo utilizado por várias delegações

Enfermeira Marisa Ribeiro garante o uniforme repelente para sua filha, Maria Luísa, de 10 anos. “Ela estará mais protegida”, ressaltou Marisa. Foto: divulgação Villa

 

Segundo os responsáveis pela Villa Campus de Educação, escola de ensino infantil e médio na capital bahiana, esta será a primeira vez que uma escola brasileira utiliza esse tipo de tecido para confeccionar uniformes de alunos e funcionários.

O fardamento escolar de 2017 na escola utiliza a tecnologia repelente Insect Shield, contra mosquitos como o Aedes Aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika virus e febre chikumgunya.

Os uniformes estão sendo produzidos pela empresa americana Insect Shield Brasil. Segundo a direção da escola, o material é aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA).

Como funciona?

O tecido possui aplicação de permetrina, um ativo natural, invisível, sem cheiro e não prejudicial ao uso humano. “A pemetrina age nas fibras do tecido, na superfície externa das roupas, não há contato com a pele. Vale salientar, que também não age como inseticida, pois sua ação é repelir os insetos, não matar eles”, explica o médico Roberto Badaró, professor titular do Departamento de Medicina da UFBA, Sub-Secretário de Saúde do Estado da Bahia e membro do conselho Reinezika do Ministério da Saúde.

Utilizado pelo Exército americano

Além de ser requisitado nos uniformes do forças armadas americanas, a tecnologia também foi utilizada nas Olimpíadas 2016 quando diversas delegações utilizaram o método para proteger seus atletas do possível contágio. “Trata-se de uma medida de saúde pública encorajadora e o uso desta tecnologia surge como uma aliada necessária nessa árdua luta de mais de 30 anos contra o Aedes no Brasil”, enfatiza Dr. Roberto Badaró.

Preço dos uniformes

O custo de todas as peças do uniforme será o mesmo das peças tradicionais (sem a tecnologia), pois a administração da escola optou por investir no bem-estar e saúde dos alunos absorvendo a diferença de custos.

De acordo com o fabricante, o produto se mantém no tecido por 70 lavagens e como são 200 dias letivos, o revezamento entre três uniformes, por aluno, torna-se suficiente para todo o ano. Os pais dos alunos também poderão optar por adquirir peças sem aplicação da tecnologia.

Proteção

Muitos pais atentos estão adquirindo os uniformes com a tecnologia contra os mosquitos transmissores de Dengue, Zika Vírus e Chikungunya. No que depender da enfermeira Marisa Ribeiro, sua filha, Maria Luísa, de 10 anos, matriculada no 5º ano, estará mais protegida. “É muito importante, pois as crianças têm sua saúde resguardada, além de não prejudicar os estudos e nem faltar aulas por conta destas doenças”, afirma Marisa.

Jeans fabricado pela indústria brasileira Santista também possui tecnologia repelente contra mosquitos. Foto; divulgação/Santista

Industria brasileira vende jeans repelente

A Santista lançou em maio de 2016 uma linha de jeans com a mesma ação repelente proporcionada pela aplicação de permetrina. A fabricante brasileira foi além e além de repelir, caso o mosquito venha a “pousar” no tecido, ocorrerá o efeito “patas quentes” no inseto, provocando uma hiperexcitabilidade e, por consequência, o efeito nocaute (paralisante), que causa a morte do vetor.

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