Espírito Santo amplia número de municípios onde vacinação cautelar é recomendada

O resultado do exame positivo para febre amarela silvestre como causa da morte de macacos encontrados em Colatina e Irupi veio nesta sexta-feira (20), pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará. O Espírito Santo mantém estratégia de vacinação nas áreas rurais e ampliou o número de municípios alvo da campanha de vacinação, após confirmação do exame.

“Não é recomendável ir para essas áreas de floresta no Estado agora se não estiver vacinado, e se tiver que ir, é necessário usar repelente e roupa de manga cumprida para se proteger do mosquito transmissor. A população também pode ajudar a evitar a febre amarela urbana, eliminando os focos do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir a doença nas cidades”, disse o secretário de Estado da Saúde (Sesa/ES), Ricardo de Oliveira.

Ciclo de transmissão da Febre Amarela começa na mata para pode atingir centros urbanos por meio do mosquito Aedes Aegypti. Imagem: divulgação Conselho Regional de Medicina Veterinária/RS.
Ciclo de transmissão da Febre Amarela começa na mata para pode atingir centros urbanos por meio do mosquito Aedes Aegypti. Imagem: divulgação Conselho Regional de Medicina Veterinária/RS.

Colatina já estava na lista de 26 municípios com vacinação cautelar de moradores, principalmente das áreas rurais. Agora a medida cautelar foi ampliada para outros 11 municípios. A decisão do Gabinete de Monitoramento da Sesa/ES levou em consideração a posição geográfica destes municípios que estão na região capixaba que faz fronteira com Minas Gerais por meio da faixa contínua de floresta.

A vacinação é recomendada “apenas pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata localizadas em áreas de risco para febre amarela, inclusive nestes municípios do Espírito Santo”, explica o secretário.

Quem for viajar para áreas rurais, a Sesa orienta que utilize roupas que protejam contra picadas de insetos: como mangas compridas, calças e sapatos fechados e use repelente.

Aedes Aegypti também é transmissor de Febre Amarela. Ilustração: cartunista Dalcio Machado.
Aedes Aegypti também é transmissor de Febre Amarela. Ilustração: cartunista Dalcio Machado.

Vacina

Quem planeja sair do estado ou viajar para a área rural dos 37 municípios do Estado deve se certificar de que está devidamente protegido contra a doença. Por isso o viajante deve buscar uma unidade municipal de saúde caso ainda não tenha tomado a primeira dose da vacina ou a dose de reforço 10 anos após a primeira dose. Se for a primeira vez que a pessoa é vacinada, a dose deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem para que o organismo produza anticorpo contra a doença.

Sintomas da Febre amarela

Uma pessoa com febre amarela apresenta, nos primeiros dias, sintomas parecidos com os de uma gripe. Entretanto, esta é uma doença grave, que pode complicar e levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre nos primeiros sete dias e mal-estar.

A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco infectado, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma silvestre da doença é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas.

Nas cidades, a doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, da zika e da chikungunya. Pessoas que fazem ecoturismo ou que entram em matas por algum outro motivo correm o risco de serem picadas pelo mosquito Haemagogus infectado e contrair a doença. De volta à área urbana, essas pessoas podem ser picadas pelo Aedes aegypti, podendo dar início à reurbanização da doença. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre em 1942.

Uma vez que a febre amarela no meio urbano é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, eliminar depósitos que possam acumular água é uma das medidas de prevenção. Por isso, é importante que a população escolha um dia fixo da semana para combater o mosquito em casa, e, assim, impedir a proliferação do vetor eliminando seus criadouros.

Casos suspeitos

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu a notificação de 11 casos suspeitos e 01 óbito sob investigação com quadro indicativo de febre amarela, febre maculosa, dengue e outras doenças com sintomas semelhantes. As pessoas com casos suspeitos estão internadas e o quadro de saúde delas é estável. Os casos são de zona rural e estão sendo investigados.

 

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