Confira a diferença no custo de energia elétrica durante 1 ano. Arte: Thaina/JTN
Confira a diferença no custo de energia elétrica durante 1 ano. Arte: Thaina/JTN

Após 137 anos de história, lâmpada incandescente está “virando peça de museu” e estabelecimento que descumprir a lei pagará multa de R$ 100 a R$ 1,5 milhão 

Está proibida desde o dia 30 de junho a produção, importação, distribuição e venda deste tipo de lâmpada no país.

Ela foi apresentada ao mundo pelo inventor americano Thomas Alva Edison em dezembro de 1879, como a primeira lâmpada elétrica do mundo.

Desde 2014, essa tecnologia tem sido retirada do mercado no Brasil gradativamente, começando pelas lâmpadas de 75 a 100w (2014), depois as de 60w (2015), que eram as mais usadas, agora (2016) chegou a vez das de 4ow e até junho de 2017, será o fim das de 25w. O comerciante que descumprir a lei pagará multa de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

Na verdade, as datas foram estabelecidas para retirar de circulação as lâmpadas incandescentes que não atenderem os níveis mínimos de eficiência energética, porém, como se trata de uma tecnologia já superada, todas as fabricantes, tem “descontinuado” a produção pois não há interesse em adequar esse modelo aos novos padrões exigidos pelos órgãos de controle de qualidade. Isso, segundo o Inmetro, significa realmente o “fim das incandescentes no Brasil”.

Outras tecnologias mais eficientes e sustentáveis ganham espaço no mercado como a lampada de LED, em média, 60% mais econômica que a incandescente.

Fim das incandescentes é uma tendência mundial. Foto: divulgação/luminae
Fim das incandescentes é uma tendência mundial. Foto: divulgação/luminae

Fiscalização

Desde o dia 1º de julho, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) está fiscalizando o varejo e os comerciantes que não atenderem à legislação estarão sujeitos a multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

Historicamente populares

Em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Esse número vem caindo, mas 30% das residências ainda usam as incandescentes. A redução da oferta dessa tecnologia é uma tendência mundial recomendada pela Agência Internacional de Energia.

Simulação da economia com LED

arte: JTN
arte: JTN

A proibição gradual da lampada incandescente se dá pelo fato da quantidade de energia elétrica utilizada pelo modelo para a iluminação e a baixa eficiência da peça: apenas 5% do consumo é para geração de luz e 95% para calor.

Gasto da lâmpada incandescente

Por hora = 1.2kWh

Preço do kWh no ES (EDP Escelsa)

R$ 0,22 (TUSD – Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição) + R$ 0,24 (TE – Tarifa de Energia Elétrica) = R$ 0,46 x 1.2kWh = R$ 0,55 (por hora acesa).
Box Gasto

Gasto da lâmpada fluorescente

Por hora = 0.60kWh

Preço do kWh no ES (EDP Escelsa) = R$ 0,46 x 0.60kWh = R$ 0,28 (por hora acesa).

arte: JTN
arte: JTN

Gasto da lâmpada de LED

Por hora = 0.05kWh

Preço do kWh no ES (EDP Escelsa) = R$ 0,46 x 0.05kWh = R$ 0,02 (por hora acesa).

http://jornaltempodenoticias.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Economia2.jpghttp://jornaltempodenoticias.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Economia2-150x150.jpgGuilherme MoraesGeralEconomia,Energia,Fiscalização,Incandescente,LED,ProibidaApós 137 anos de história, lâmpada incandescente está 'virando peça de museu' e estabelecimento que descumprir a lei pagará multa de R$ 100 a R$ 1,5 milhão  Está proibida desde o dia 30 de junho a produção, importação, distribuição e venda deste tipo de lâmpada no país. Ela foi apresentada ao...Últimas notícias do Espírito Santo, Brasil e do Mundo

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