Durante uma coletiva para a imprensa, na tarde de hoje (24), a executiva do Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Espírito Santo deixou clara a posição do diretório capixaba: deixar a base aliada do governo Dilma Rousseff (PT). O motivo apresentado pelos pedetistas capixabas é a crescente descoberta de graves indícios de corrupção em torno do PT.

No encontro que reuniu os representantes da sigla no estado, foram citados os avanços sociais conquistados no governo PT no últimos anos, mas tanto Sérgio Vidigal (presidente do PDT/ES e deputado federal) como Josias da Vitória (vice-presidente estadual do PDT e deputado estadual), reconheceram que o PT perdeu sua capacidade de governar pois vieram a tona “escândalos e um tipo de poder nada republicano”, declarou o deputado da Vitória.

“Hoje o PDT/ES tomou uma posição sensata e que, certamente, honra seus filiados e o povo do Espírito Santo que confia em nossos quadros. Apresentamos um manifesto que repudia a associação da imagem do nosso partido, que tem história; a um governo que, hoje, presta um desserviço ao povo brasileiro. A defesa do impeachment da presidente Dilma é legítimo. Golpe é impedir o desenvolvimento econômico brasileiro e sufocar a voz das ruas”, enfatizou Da Vitória.

A executiva capixaba foi unânime à declaração do deputado Vidigal sobre a crise política que vive o governo PT. “Os últimos acontecimentos deixam muito clara a relação do ex-presidente Lula com a presidente Dilma. Esse modelo gestão deles, que não é republicano, foi uma forma de instrumentalizar e aparelhar o governo para ficar no poder”, completou Sérgio Vidigal.

Presidente estadual do PDT (Sérgio Vidigal) e o vice-presidente do PDT/ES (Josias da Vitória), durante coletiva de imprensa da executiva capixaba que pede saída do PDT nacional da base aliada de Dilma (PT). Foto: divulgação/PDT ES
Presidente estadual do PDT (Sérgio Vidigal) e o vice-presidente do PDT/ES (Josias da Vitória), durante coletiva de imprensa da executiva capixaba que pede saída do PDT nacional da base aliada de Dilma (PT). Foto: divulgação/PDT ES

Deixar o governo mas ‘sem se aliar’ a oposição

Os pedetistas capixabas assinaram a solicitação formal de desembarque do PDT em nível nacional, do governo Dilma, mas segundo Sérgio Vidigal, caso o diretório nacional opte pela saída da base aliada, o partido não deve ir para a oposição.

“Às vezes a situação e a oposição tomam decisões mais com o fígado do que com a razão. O PDT quer respeitar a legalidade e a razoabilidade”, afirmou. Com o possível desembarque da base aliada, todos os cargos devem ser entregues ao governo, inclusive o de André Figueiredo (PDT-CE), Ministro das Comunicações.

Durante a semana, o PMDB e o PP do Espírito Santo também tomaram a decisão de deixar a base de sustentação da presidente Dilma.

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