76% dos homicídios no Brasil foram cometidos por arma de fogo. Antes do Estatuto do Desarmamento, em 2003 a taxa era de 77%

Dados divulgados pelo Ipea nesta terça-feira (22) revelam que foram registradas quase 60 mil mortes violentas no Brasil em 2014. A grande maioria dos casos são cometidos com uso de arma de fogo. Santa Catarina teve a menor taxa e, Alagoas, a maior.

O recorde elevou a taxa de homicídios no Brasil para 29,1 mortes por 100 mil habitantes. O Brasil se mantém detentor do trágico título de país com o maior número absoluto de homicídios do planeta – mais de 10% dos homicídios do mundo acontecem aqui. Jovens negros seguem sendo as maiores vítimas.

Estatuto do Desarmamento

Um brasileiro é assassinado a cada nove minutos, segundo informações do Atlas da Violência 2016. Foto: George Frey/Bloomberg
Um brasileiro é assassinado a cada nove minutos, segundo informações do Atlas da Violência 2016. Foto: George Frey/Bloomberg

Mais de 76% dos homicídios ocorridos no país em 2014 foram em decorrência do uso das armas de fogo. Houve 44.861 mortes. O indicador é bem superior aos 21%, que representam a média dos países europeus. A proporção caiu com a sanção do Estatuto do Desarmamento (ED), em 2003, quando a taxa alcançou 77%, mas a violência letal com arma de fogo no Brasil atinge patamares comparáveis a poucos países da América Latina, aponta o Atlas da Violência 2016, divulgado hoje (22) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Fbsp).

Entre 2003 e 2014, em seis estados, o aumento foi menor do que 50%; em três deles, situou-se entre 50% e 100%, ao passo em que em nove unidades federativas ocorreu aumento acentuado, superior a 100% no período, sendo todos em estados do Norte e Nordeste. Nove unidades federativas tiveram diminuição da taxa.

Após fazer uma projeção de um cenário sem o Estatuto do Desarmamento, o estudo afirma que os homicídios seriam uma tragédia social ainda pior. A comparação mostra que, caso o estatuto não tivesse sido sancionado em 2003, em média, entre 2011 e 2013, seria de pelo menos 77.889 homicídios no Brasil, ou 41% a mais de homicídios, em relação ao observado, aponta a pesquisa.

Nos estados do Norte e Nordeste, o número de homicídios seria ainda maior. Enquanto a média do total de homicídios, entre 2011 e 2013, na região Norte, foi de 5.952, o número alcançou 20.787 casos no Nordeste. O estudo contrafactual, caso o estatuto não tivesse sido oficializado, sinaliza que o total de mortes nessas regiões teria sido de 7.224 e 29.757, respectivamente.

Fonte: Agência Brasil

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